Sauber C31 e seus interessantes componentes aerodinâmicos

A Sauber apresentou duas soluções aerodinâmicas um tanto diferentes das demais equipes em seu C31, as quais são bem visíveis. Veja abaixo de forma teórica, simplificada e um pouco mais técnica, o que elas podem representar.  

O C31 possui uma abertura diferente na parte superior do cockpit, logo após a curva mais suave de seu degrau no bico. Tal entrada aparentemente possui duas utilidades.

A primeira seria obviamente para resfriar os componentes internos da suspensão, direção e sistema de freios.  
A segunda seria uma solução simples e engenhosa. Com o surgimento do degrau devido ao atual regulamento, as equipes depararam com uma mudança na fluidez do ar que passa na frente do carro seguindo até a traseira ( o que não é o problema da Mclaren que mantém uma frente baixa e sem degrau ).

Sendo assim a idéia da Sauber é que, quando o ar passa pelo degrau, o mesmo cria em sua abertura curva um pequeno "redemoinho" que puxa o ar seguinte que passa por cima, fazendo-o continuar "colado" fluindo ao máximo até o final do cockpit passando pelas laterais até chegar a traseira, evitando assim que o mesmo disperse para cima comprometendo a aerodinâmica geram do carro.




A segunda solução seria uma estrutura curva acima da caixa de marchas, na base do aerofólio traseiro.
Essa estrutura teria a principal função de segurar as hastes dos braços da suspensão traseira. Mas também pode ter uma segunda função. Estranhamente ela se curva para trás terminando logo acima da pequena asa da base do aerofólio traseiro. Na teoria este componente poderia funcionar também como uma espécie de "duto frontal" da pequena asa traseira. 

Como funcionaria:
O ar que entra nos sidepods pode estar sendo canalizado para este pequeno duto fazendo com que ele seja acelerado e jogado diretamente sobre o perfil da pequena asa provocando assim aquele famoso efeito Stoll ( como foi usado em 2010 sobre a asa traseira ). Então em baixas velocidades a asa se comporta normalmente, mas em altas o ar acelerado injetado nesta região provoca o stoll que é somado ao efeito superior de abertura da asa traseira, fazendo assim com que o carro corra ainda mais (além de seus concorrentes) sem tanto downforce na asa traseira "como um todo".


Em se tratando de componentes aerodinâmicos da F1, acredite duvidando..... 



Autor desta matéria: Ubiratan Bizarro Costa ( designer industrial automobilístico )

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