Escape coanda termo-expansível


Em um exercício de criação, focando as inovações para os escapes coanda, desenvolvi mais este dispositivo para fazer os escapes soprarem, além das laterais, também o centro do difusor traseiro.  

De alguma forma, é um dispositivo possível de estar sendo usado pelas equipes atualmente. Porém é difícil de detectar, já que só funciona com o carro aquecido na pista. É uma inovação viável e interessante.

Como funcionaria o dispositivo.



Baseado no modelo apresentado pela RBR, de carenagem alongada até o difusor, seria instalado no final da canaleta do escape coanda, uma pequena placa de metal ( destacada em azul ), simulando uma proteção de calor. Mas a mesma seria produzida em liga metálica termo-expansível, também sensível e reagente ao calor.

Quando os escapes sopram, os gases aquecidos descem acompanhando a curvatura da canaleta, até desembocarem na abertura entre os pneus traseiros e o difusor, soprando assim sob suas laterais ( seta laranja), efeito dos escapes atuais. Mas quando o calor dos gases passam sobre as placas metálicas, as mesmas por serem termo-expansíveis "empenam", curvando-se para cima, criando uma pequena abertura nas pontas ( destacada em amarelo ).

Esta abertura por sua vez, tem ligação direta com o duto de ar dos sidepods, localizado logo abaixo das placas, permitindo assim que parte do jato de gás dos escapes seja desviado para baixo e para dentro do duto. Juntando-se o jato desviado dos escapes ( seta laranja ) com o ar acelerado que contorna a base dos sidepods ( seta verde ), ambos entram no duto criando um grande jato de ar acelerado que vai desembocar diretamente dentro da abertura central (do motor de arranque externo) do difusor traseiro ( seta vermelha ).

Certo, mas para que isso?

Esse dispositivo permite que os potentes jatos de ar dos escapes também soprem, além de suas laterais, o centro do difusor. Isso faz com que todo o ar que passe sob o difusor acelere ainda mais, criando um efeito parecido aos antigos difusores "soprados e duplo" combinados em um só.

E quando o F1 é desligado, as canaletas esfriam permitindo que as placas metálicas voltem ao seu estado natural, ficando "planas" novamente, fechando assim as aberturas para os dutos inferiores.

Seria um dispositivo camuflado e interessante, o que poderia dar um certo ganho por algumas corridas, até que fosse descoberto, é claro.....


Autor: Ubiratan Bizarro Costa
designer industrial automobilístico

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