DTF - Dispositivo de tanque flutuante

Postei em 2009 uma idéia de novas formas aerodinâmicas para um bom carro de F1 a qual achei que demoraria muito tempo para ser adotada devido a ser um tanto absurda.
Pois descobri que não era tão absurda assim e o carro da Mclaren da temporada de 2011 adotou princípios e formas aerodinâmicas muito próximas de minha teoria, sinal que minhas idéias não estão tão fora da realidade.

Sendo assim Posto mais uma de minhas idéias de criações técnicas para novos dispositivos para a F1.


A aerodinâmica de um F1 é de suma importância, pois faz com que o carro seja sempre empurrado ao chão gerando grande downforce e tração. Então por que não usa-la também para ajudar a carregar componentes secundários aliviando o peso final do carro?

A idéia é que em uma reta ou curva de alta o F1 fique 2 ou 3 quilos mais leve e no final dessa reta volte ao seu peso normal. Como? Aplicando a teoria a seguir:


Nome: DTF - Dispositivo de Tanque Flutuante

O dispositivo consiste de um suporte fino ( + - 2mm espessura ) de fibra de carbono o qual seria instalado ao redor do tanque de combustível. Sobre esse suporte estaria um tubo tipo asa, instalado ao redor e acima do snork sobre a cabeça do piloto, que quanto mais o carro acelerasse, o ar entraria pelas aberturas laterais do snork, erguendo o tubo asa superior o qual ergueria parte do tanque de combustível de 0,5 a 0,8mm acima do assoalho do carro, aliviando parte de seu peso. Como o tanque de um F1 é flexível essa pequena deformação não mudaria praticamente em nada de seu funcionamento, mas poderia aliviar cerca de 3 a 5% ( 3 a 4 quilos a menos ) de seu peso total. Isso seria de grande valia principalmente no início da prova onde o carro está mais pesado devido ao tanque do F1 estar totalmente cheio.
Esse dispositivo poderia ser aplicado não só para o tanque de combustível, mas também para o tanque de óleo do motor, o que tornaria o dispositivo de flutuação ainda mais simplificado e viável de ser desenvolvido. E existem vários engenheiros na F1, muito bem pagos, para projetar e viabilizar essa idéia de dispositivo.
Pode parecer mais uma idéia absurda, mas em uma temporada onde os pilotos até precisam perder mais peso para poder acomodar um Kers ( de alguns quilos ) no carro, derrepente essa teoria pode não ser tão absurda assim.
Se hoje o ar gruda o carro no chão para dar toda a tração possível ao f1, por que não usar o mesmo ar para carregar partes secundárias do carro aliviando sua carga final?
A coisa é simples, uma asa que puxa o tanque para cima aliviando parte se seu peso deixando o carro mais leve e gerando assim maior velocidade final....Todo o dispositivo é interno e fica escondido debaixo da carenagem do carro. As entradas de ar são semelhantes as usadas pelos novos carros da Mclarem de 2011, o que não chamaria muito a atenção das outras equipes. As peças que compõem o dispositivo são relativamente simples de serem construídas, não necessitando de grandes mudanças estruturais no carro para instalar o equipamento.
É claro que tudo precisaria ser muito bem projetado e testado para funcionar, para encontrar brechas no regulamento, etc, mas quem sabe não daria certo?
Existiu um cara que no passado da F1 conseguiu transformar um certo carro preto e dourado em uma asa de avião invertida. E até hoje os carros da F1 usam esse conceito. Seu nome era Colin Chapman. Imagina o que chamaram ele de louco, depois viram que era um revolucionário.....
Sendo assim nunca mato minhas idéias no ninho, por mais estranhas que possam ser ( mas as projeto o melhor possível para poderem ser viáveis ). Vai que dá certo e chega a algum lugar..... Nunca se sabe....

Acredito que seria bem interessante ter essa vantagem no carro durante a temporada, se der certo é claro....


Veja a ilustração explicativa:



Comentários

  1. Muito interessante seu blog, no entanto noto uma falha no seu argumento. Ninguém levanta tanques de combustivel sem gastar energia e essa energia virá sob a forma de acréscimo de arrasto. A energia esconde-se atrás de muitos fenómenos, mas vc bem sabe que ela sempre tem de vir de algum lugar né. O seu pseudo-aerofolio irá custar em arrasto o que vc ganha em leveza e mais um pouco, derivado ao acréscimo de peças e partes necessário.
    Abraço

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  2. Pedro, entendo suas considerações....

    Mas as minhas seriam: as peças são de fibra de carbono, no peso que já conhecem ( nenhum mistério ), e não precisam ser muito grandes ( ai é refinar a forma ) . A idéia é fazer o aerofólio superior embutido erguer de 8 a 15mm, nada complicado para o que se pode gerar de downforce negativo em um F1. Quanto ao arrasto, como as peças são todas internas ( embutidas ), pouco se afetará no desempenho aerodinâmico
    ( se fossem externas concordo plenamente ), e pelos 15 mm que precisam erguer menos ainda. E por fim, obviamente tudo precisaria ser testado em um CFD, túneis, etc para ver os ganhos. Pode ser que realmente não compensem o ganho por possíveis perdas. Mas ai é que está o trabalho dos eng....A idéia está ai para ser refinada até sua possível viabilização e implementação.
    O principal para uma equipe é "nunca matar as idéias no ninho", mesmo que possam parecer absurdas.
    Foi justamente por seguir em frente com suas estranhas idéias que John Cooper é considerado o pai do design estrutural dos F1, juntamente com Collin Chapman que refinou ainda mais as idéias revolucionárias de Cooper, ambos criando os carros mais revolucionários da história da F1.

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