Asa dianteira expansível

Criei uma série de projetos de dispositivos que denominei:
Série dispositivos termo expansíveis para a F1 (e carros de corrida afins).



O regulamento da Fia proíbe asas dianteiras flexíveis, ou seja, que possam baixar suas laterais com a pressão aerodinâmica ficando mais próximas do chão, aumentando o downforce na dianteira do carro. Tal flexibilidade está sendo muito contestada nos carros da Redbull desde 2010 pelas outras equipes. Em algumas fotos comparativas na net dá pra se notar essa maior proximidade do solo em relação aos outros carros. Mesmo sendo contestada, as asas da Redbull passam normalmente pelos testes de flexibilidade da Fia, por tanto são legais. Então como funcionam as eficientes asas dianteiras projetadas por Adrian Newey? Isso é um mistério que todas as equipes querem saber. Quem sabe essa não é uma pista?


Baseado nesse fato, criei e desenvolvi um sistema que pode ajudar no aumento de donwforce nas asas dianteiras do F1 simulando uma "flexibilidade controlada". Esse dispositivo é denominado:


ASA DIANTEIRA EXPANSÍVEL

Funcionamento: São instaladas duas pequenas chapas metálicas ( por dentro da estrutura de fibra de carbono ) nas laterais das curvaturas centrais do aerofólio da base da asa ( e ou em outras peças e locais préestabelecidos ). Estas chapas são interligadas as duas pequenas hastes curvadas metálicas de suporte das aletas superiores. A idéia é que, através de um sistema térmico embutido acionado pelo piloto, as mesmas são rapidamente aquecidas a uma temperatura preestabelecida ( controlada por computador) e sofrem o famoso efeito de DILATAÇÃO do metal ( pura física básica ). Como todos sabem, o metal aquecido dilata e se EXPANDE, ficando maior. Resfriando volta ao seu estado normal.


Lembra das fendas "propositais" entre as barras dos trilhos de trem?


Sendo assim, quando essas peças expandem, automaticamente mudam o formato da fibra de carbono. No caso das pequenas chapas do aerofólio da base, as mesmas fazem com que as extremidades das asas baixem ( somadas as forças aerodinâmicas normais ) ficando mais próximas do chão. E as hastes do suporte das aletas superiores sofrem uma pequena "TORÇÃO", mudando o ângulo de ataque do aerofólio, conseqüentemente ambos os efeitos aumentam a eficiência, downforce e comportamento aerodinâmico da asa dianteira como um todo.


E como a temperatura é controlada pelo computador, imagine as possíveis possibilidades: temperatura x = tantos graus de torção= donwforce médio. Temperatura Y = maior grau de torção = donwforce auto.
Poderia ser aplicado até em partes da ponta do bico do F1 para torcer levemente e dar maior angulação a asa toda, quem sabe....


É um sistema de baixa complexidade para ser desenvolvido e instalado em um F1. E é claro que precisam ser melhor estudadas as PEÇAS e LOCAIS "exatos" a serem aplicados tais dispositivos térmicos. Para isso tem os engenheiros lá para resolverem ( e muito bem pagos....rsrsr ).


E o melhor de tudo, dispositivo desligado, seria difícil detecta-lo nos testes de flexibilidade da Fia, mantendo a asa com suas funções, angulações e flexibilidades normais ( e nem pelas outras equipes tão cedo ).







TERMOSTATO de ELETRODOMÉSTICO: funciona pela expansão e retração do metal quando aquecido e esfriado. 2 metais diferentes colados, quando esquenta ele entorta para cima ou para baixo desconectando a corrente elétrica, quando resfriado ele volta a encostar e liga novamente o aparelho elétrico...











A criação real de meu projeto está em simplesmente unir o princípio de um dispositivo simples e barato, que todos usam diariamente nos eletrodomésticos em casa ( tipo em uma cafeteira), e aplicar em um componente aerodinâmico de um F1 para controlar sua forma e função.












Detalhamento técnico desse dispositivo ( para melhor entendimento ):

Um pequeno módulo central recebe os comandos, controla a temperatura ( sist. termoelétrico ) e envia as peças metálicas na asa. Esse módulo é alimentado elétricamente por pequenos conectores do bico com o resto do carro ( estilo semelhante aos que todos usam no dia a dia), lembra dos conectores das baterias de seu celular, câmeras dig, etc? As peças metálicas expansíveis são pequenas e não precisam de muito calor para expandir ( ai entram as melhores ligas = latão, ferro e níquel, ou até resinas, sensíveis ao calor ), e funcionam mais ou menos como pequenos "termostatos". E quase tudo é laminado internamente na fibra de carbono ficando praticamente invisível. As funções do módulo central podem ser transmitidas via RC (remotamente), ou por outros sistemas quaisquer. Isso para ser desenvolvido é relativamente fácil, perto de um escap frontal por exemplo que envolvem altíssimas temperaturas, fibras especiais, etc.
Lembrando que 1mm de torção no perfil da asa já faz uma grande diferença para o comportamento do F1 como um todo. E esse dispositivo, se bem desenvolvido, pode oferecer bem mais que isso.



Não seria esse o possível "princípio" de dispositivo sendo usado atualmente por Adrian Newey em suas RBR, o qual ninguém desvenda mas sabem que algo esta lá?


Se não for fica ai minha idéia de dispositivo térmico ( com negociações de uso é claro......rsrsrssr).


Confira abaixo as ilustrações para entender melhor o funcionamento deste dispositivo.




( escopo do projeto ):
Dispositivos térmicos metálicos ( ou de fibras e resinas especiais ) instalados dentro e em partes da estrutura da asa dianteira acionado pelo piloto e controlado pelo computador de bordo promovendo ( através de aquecimento ) deslocamentos e torções controladas nos perfis e componentes aerodinâmicos da asa, aumentando sua eficiência aerodinâmica como um todo.

Autor deste projeto: Ubiratan Bizarro Costa - designer industrial automobilístico
contato@bizarrodesign.com.br

Comentários

  1. interessante bira, se não é chegou bem perto ;)

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  2. carái, esse muleque é cearense mesmo, pensou nísso tudo? XD

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  3. Perdeu

    as regras de 2009 previam o acionamento da regulagem da aleta do spoiler dianteiro em até 5 níveis 15º graus -- esse dispositivo é regulado por um modulo motorizado que realiza essa mudança em plena volta lançada, necessitando de uma força gertriz maior -- ess dispoditivo é inspecionado pela FIA EM CADA GP e fica bem em cima do bico -- faz parte do nariz do carro -- se esse equipamento estivesse em uso pela RBR seria facilmente detectádo!!

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  4. Estude melhor o projeto, leia bem o texto. Pode ser que a Fia pegue, pode ser que não. O fato é que existe algo nas asas dianteiras da RBR, todos lá sabem disso e passa normalmente nos testes da fia, GP após GP. Então nem tudo parece o que é, quem sabe....

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  5. O segredo é o mesmo até hoje, 2013. A asa dianteira move-se isoladamente, não é uma deformação inteira do carro. Em um dos treinos livres deste ano (em um país asiático), Vettel saiu da pista e teve que ser guinchado. Quando ergueram o carro, a asa dianteira começou a balançar, como se tivesse uma dobradiça entre ela e o carro. A equipe avisou Vettel e ele desesperadamente pediu para eles pararem de erguer o carro. Na tv, falaram que ele ficou preocupado em não mostrar o assoalho do carro, que também é um segredo de todo fórmula 1. Impressionante como ninguém pune a Red Bull.

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