O POSSÍVEL E INTRIGANTE NOVO MODELO DE DRS PASSIVO DA RBR


Nos treinos atuais, a RBR testou seu sistema de DRS PASSIVO, assim como algumas outras equipes, com o modelo de poste central vertical instalado abaixo do centro da asa traseira.  
Mas uma possível segunda versão desse sistema apresentado pela RBR se mostrou bastante "diferenciado" do modelo baseado na Lotus. 

Se realmente existe, o dispositivo seria uma pequena peça curva instalada acima do perfil da asa inferior do aerofólio traseiro. Nada chamativa, totalmente discreta e inocente.

Mas como poderia ser seu possível real funcionamento?

O ar que passa na base curva dos side pods, entra acelerado em um dos dutos abaixo da carenagem dos escapes coanda ( seta verde ).

Uma possível teoria seria que tal duto estaria ligado internamente a peça curva do novo dispositivo ( destacada em amarelo). 

Sendo assim, este duto jogaria o ar da base dos sidepods diretamente para cima e para dentro do dispositivo, o qual se junta ao ar que também é jogado do duto de ventilação atrás da tampa do motor ( setas vermelhas) apontado diretamente para o novo dispositivo.

Ambos jatos de ar podem estar sendo canalizados para dutos embutidos dentro da pequena asa da base do aerofólio traseiro, os quais se bifurcam e são enviados para dentro das placas laterais subindo e desembocando diretamente na fenda de encaixe da asa superior do aerofólio ( setas laranja ).

Certo, mas para que isso?

Esses dois jatos de ar saem contornando a parte de BAIXO da asa superior, fazendo com que o ar que passe por baixo seja mais acelerado que o que passa por cima, criando assim menor pressão aerodinâmica sobre a asa traseira ( efeito Stol ).

Ai o dispositivo trabalha da mesma forma que o de poste central, que diminui o downforce da asa traseira em altas velocidades como nas retas e curvas de alta, menor pressão aerodinâmica maior velocidade final. Ou seja, é um tipo de "turbo" do DRS.

Esse dispositivo de DRS PASSIVO, ainda é algo meio complicado, que os engenheiros das equipes estão quebrando a cabeça para melhorarem e tornarem um sistema mais confiável e seguro para uso efetivo.

Porém, analisando este possível novo modelo da RBR, três coisas me chamam a atenção de imediato:

1 -  Seria alimentado por 3 entradas localizadas em áreas com grande volume de ar passando acelerado ( duas na base dos sidepods e o bocal central de ventilação da tampa do motor ). Os pontos mais lógicos para isso.

2 - Teria maior quantidade de ar soprando dois pontos da asa, e não apenas um como no modelo de poste central da Lotus, Sauber, Mercedes. Resultado, mais eficiente.

 3- A ausência de poste central, pode melhorar ainda mais a aerodinâmica por não ter mais nenhum grande elemento atrapalhando o fluxo de ar no centro da asa traseira.


Sendo assim, este modelo se mostra bem interessante e possivelmente mais promissor que o de poste central. E se o Sr. Adrian realmente conseguir domina-lo, ai acho que as outras mal desenvolveram seus DRS PASSIVOS e já estarão com modelos "obsoletos" de poste central.....

É o design e engenharia da RBR trabalhando incessantemente para melhor "atrapalhar" o campeonato de "Don Alonso" e das demais rivais.....rsrr.

Autor: Ubiratan Bizarro Costa
designer industrial automobilístico

@biradesigner2

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